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Delegados Federais participam de mais um ato contra a reforma da Previdência Os manifestantes espalharam cruzes e caixões no gramado defronte o parlamento, que simbolizam os policiais que morrerão antes de se aposentarem, caso o texto inicial da PEC seja mantido. Com informações: Ascom/ADPF Publicado em 19/04/2017 às 14:12

Policiais de todo o Brasil se reuniram, na terça-feira (18), em frente ao Congresso Nacional, para mais um ato contra a Proposta de Emenda à Constituição que prevê a reforma da Previdência Social (PEC 287/2016). O texto original do governo não reconhece a atividade de risco dos policiais e, na prática, acaba com a aposentadoria policial.

 

O manifesto foi convocado pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e contou com diversos Delegados Federais e Diretores da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) - entidade afiliada ao FONACATE.

 

Os manifestantes espalharam cruzes e caixões no gramado defronte o parlamento, que simbolizam os policiais que morrerão antes de se aposentarem, caso o texto inicial da PEC seja mantido. 

 

“Hoje, nós estamos lutando pela manutenção da dignidade profissional do policial brasileiro e das polícias investigativas do Brasil”, declarou a Delegada Federal aposentada Creusa de Castro Camelier. “Este governo tem que olhar para nós com os olhos da sociedade, que está aplaudindo, neste momento, todos os resultados da polícia investigativa da União”.

 

Após o intenso trabalho das entidades representativas das carreiras policiais, o governo já aceitou algumas alterações no texto, como a redução da idade mínima para aposentadoria. Já a atividade de risco dos policiais continua entre as medidas da reforma.

 

O Diretor de Prerrogativas da ADPF, Edvandir Paiva, afirma que o substitutivo do governo, apesar dos recuos, ainda não está adequado. De acordo com ele, a recente decisão do Supremo Tribunal Federal que não reconheceu o direito à greve dos policiais é um indicativo de que as categorias necessitam de um tratamento diferenciado. “Então, nós continuamos nossa luta”.

 

Proteção da sociedade
Uma das principais razões do ato dos policiais contra a reforma da Previdência é a preocupação de que ela cause prejuízos ao cidadão comum. Ao retardar a idade mínima para aposentadoria policial, a PEC 287 de 2016 fará com que uma polícia mais envelhecida chegue às ruas. 

 

“É difícil que um policial muito velho assuma uma atividade de risco”, ponderou o Delegado Federal aposentado Alberto Lasserre, também presente ao ato em frente ao Congresso Nacional.

 

Para o Delegado Federal aposentado Getúlio Bezerra dos Santos, a luta dos policiais pela manutenção dos direitos é necessária porque as providências da PEC acabam por afetar a própria segurança pública. “Precisamos de uma maior mobilização e de maior empenho de todos”.

 

De acordo com as lideranças policiais presentes ao ato, a defesa da aposentadoria policial é fundamental, porque, sem uma polícia em condições adequadas, o próprio Estado de Direito fica comprometido. “O policial é a última barreira da civilização. O policial é a proteção da população contra a barbárie”. 

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