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[FONACATE NA MÍDIA]» Eleições 2018: Sindicalistas defendem mudança na Previdência Representantes do funcionalismo acreditam que há distorções internas no serviço público, mas apontam que deficit não é culpa dos servidores. Com informações: Correio Braziliense Publicado em 29/10/2018 às 13:38 | Atualizado em 29/10/2018 às 13:48
Entre os servidores, alguns admitem que é preciso mudanças no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Outros afirmam que não há deficit previdenciário. É consenso, ao menos entre sindicalistas, de que há uma atmosfera de perigo no ar que acaba com qualquer clima para comemoração no Dia do Servidor. Contudo, para a brasiliense Fernanda Prudêncio de Moura Sobrinho, 28 anos, técnica judiciária do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), moradora do Setor Hoteleiro Norte e formada em direito, a data deve, sim, ser comemorada neste 28 de outubro. “Tem gente que reclama de barriga cheia. Minha vida melhorou, sou muito feliz e estudo para outros concursos. Trabalho com pessoas bem preparadas. Me orgulho. Mas a área executiva tem muito o que melhorar. O apadrinhamento é forte”, conta.
 
Na opinião de Julio Domingues Possas, da Associação dos Servidores do Tesouro Nacional (ASTN), os problemas estão nas distorções internas no serviço público, com algumas carreiras recebendo salários e benefícios incompatíveis, enquanto outras ficam defasadas em salários e em quantidade de pessoal. “As carreiras precisam reconhecer que a sociedade e as contas públicas não suportam as greves injustificadas e o sindicalismo partidarizado”, pontua.
 
Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional das Carreiras de Estado (Fonacate), lembra que os últimos quatro anos foram de crise econômica, desmoralização política e instabilidade institucional. Ele considera um equívoco a acusação de que os servidores são os vilões da Previdência e do deficit fiscal. “No âmbito federal, o RPPS foi equacionado com a instituição da previdência complementar em 2013. Desde então, vigora para novos servidores civis o teto do INSS. O deficit será zerado”, destaca. 
 
O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, assinala que todo o funcionalismo está ciente das dificuldades que o próximo governo irá impor. “Portanto, não há o que comemorar”. Para ele, há privilégios que não são atacados.
 
Pontos negativos
Claudio Damasceno, presidente Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), avalia que a reforma proposta pelo governo Temer traz uma série de pontos negativos para o funcionalismo. Ele questiona se a Previdência é realmente deficitária e lembra que, em 2015, o governo arrecadou com a seguridade social R$ 700 bilhões e gastou R$ 688 bilhões. O próximo governo, na opinião de Damasceno, terá o desafio de encontrar uma forma de
manter a saúde da previdência, “que não coloque o custo na conta dos servidores”.
 
Para o presidente do Sindicato Nacional dos Analistas Tributários da Receita Federal (Sindireceita), Geraldo Seixas, “quem aponta os servidores como principais responsáveis pelo rombo da Previdência retira da conta os prejuízos históricos dos sonegadores, os beneficiados com contínuos programas de
refinanciamento de dívidas tributárias, setores privilegiados com isenções e programas de desoneração, e também o custo extraordinário das pensões e aposentadorias dos militares, dos magistrados, dos membros do Ministério Público e dos políticos”.
 
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